Lenda urbana do Opala Preto

Lenda urbana do Opala preto

Lenda urbana do Opala preto

Sem que ninguém saiba explicar o início da lenda urbana do Opala Preto, o boato começou a se espalhar pela região do Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Com pequenas variações, o que se passava de boca em boca era que um Opala preto estava sequestrando crianças em bairros da zona sul para retirar órgãos e vendê-los. Ontem, em menos de uma hora, o Estado recebeu três ligações de pessoas que queriam mais informações a respeito.

Na segunda feira, Jefferson, morador do Jardim Ângela, na zona sul, encaminhou à reportagem a cópia de um recado escrito na agenda de uma escola do bairro, com a data de 15 de abril. “Bom dia, senhores pais. Viemos por meio desta alertá-los ou reforçar o aviso de que crianças estão desaparecendo nesta região (sendo sequestradas) na saída da escola… Pedimos que tenham o máximo de cuidado.”

A reportagem ligou para conselheiros tutelares do Jardim São Luís e do M”Boi Mirim, ambos na zona sul, para saber se tinham mais informações. Os conselheiros disseram que também vinham recebendo ligações com denúncias sobre os supostos acontecimentos. Mas nada de concreto havia sido encaminhado. “O pessoal está falando direto, mas não temos nenhum registro no conselho. Veja com a polícia”, sugeriu uma conselheira.

No meio da semana, um e-mail começou a circular também tratando do caso. Como as lendas urbanas clássicas, a informação sempre vinha de um terceiro, que ouviu de outra pessoa, esta sim, suposta vítima direta da quadrilha. Normalmente, a história vinha acompanhada de um detalhe instigante.

“Uma das vítimas teria sido enterrada no domingo”, disse um leitor. Frederico, que também ligou para o Estado, contou ainda que uma amiga de sua empregada teria recebido R$ 2 mil juntamente com o corpo da criança, cujos órgãos foram retirados, e um bilhete dizendo que seu filho havia morrido sem sofrer.

Nova loira do banheiro. A Base Comunitária da Polícia Militar do Jardim Ranieri, no Capão Redondo, está a par dos boatos. Não poderia ser de outra forma. Recebe, em média, entre 30 e 40 consultas diárias, indagando sobre a história dos sequestros.

“Hoje, quando a pessoa chega até a base e pergunta “sargento, posso perguntar uma coisa?”, eu digo para ela nem completar”, comenta o sargento Milton Vieira da Silva, que atua no bairro há 12 anos. “É a história do Opala preto que anda sequestrando crianças, certo?”

Segundo Vieira, trata-se de uma lenda urbana e não existe nenhum registro de sequestro de crianças no 37.º Batalhão da Polícia Militar, que cobre a zona sul. Para lidar com o problema, o sargento pretende agora publicar no jornalzinho da base um desmentido oficial para esclarecer que tudo não passa de boato. “Sabe a história da loira do banheiro?”, pergunta o sargento. “É mais ou menos a mesma coisa.”

Indagado se arriscaria explicar a origem da fofoca, ele tenta uma hipótese. “Talvez seja um pai que estivesse tentando assustar o filho que apronta demais. Contou a história para um, que contou para outro e saiu do controle.”

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